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T entar
I nvocar
C onvidados
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M eramente
E spreitar
R aras
D eusas
A njos
………
Saturday, October 13, 2007
Sunday, September 30, 2007

“Aqueles que mais razão têm para chorar são os que não choram nunca.” Mia Couto pela boca do padre Antunes em Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra.
À minha família, aos meus amigos mais queridos, aos amigos que estão longe, porque a saudade da vossa presença ainda dói, e aos que permaneceram a curar as feridas.
Sunday, August 26, 2007
Monday, July 02, 2007

‘Bring me the two most precious things in the city,’ said God to one of His Angels; and the Angel brought Him the leaden heart and the dead bird.
‘You have rightly chosen,’ said God, ‘for in my garden of Paradise this little bird shall sing for evermore, and in my city of gold the Happy Prince shall praise me.’
Wednesday, June 13, 2007
Tuesday, May 15, 2007

Porque nunca é de mais recordar, aqui fica mais uma vez:
That though the radiance which was once so bright be now forever taken from my sight. Though nothing can bring back the hour of splendor in the grass, glory in the flower. We will grieve not, rather find strength in what remains behind.
William Wordsworth
Wednesday, March 28, 2007
Crónicas da vida que passa...

As noites precisam de ser diferentes… Então, no sábado optámos por uma cena diferente. E a conversa foi assim:
- És open minded?
- Sou o quê?
- Se tens uma mente aberta…
- Sim, claro…
- Então queres vir a ***a, a uma disco gay?
- Vocês deixem é a droga!
Bem, digamos que as mentalidades ainda têm de mudar em Portugal. Nós fomos, numa viagem, tipo excursão. Primeira paragem: ****nhel para ir buscar dois pacotes de leite. Segunda paragem: bombas de gasolina, casas de banho fechadas a partir das 22h, mas os apertos não escolhem horas e a malta estava mesmo aflitinha. Ai e tal aqui tem muita luz, no pneu também não, está ali um gajo a micar, arranca e aperta… Terceira paragem: pinhal das trabalhadoras, chichi e uma bolota na cabeça:
- Quem é que anda aí?
Ainda dizem que a malta não contacta com a natureza, contacto mais próximo que este não há.
Finalmente, *** Club, depois de 300 rotundas e 200 rectas, chegámos ao nosso destino. Estaciona o carro, caminha e tal e toca-se á campainha… Ouvimos a melodia do Big Ben e tentámos abafar o riso, queremos ser pessoas politicamente correctas. Entramos na maior e começamos a explorar todos os cantinhos. Algo baralhadas, enfim, dizia alguém, para onde devo olhar, para as miúdas não é boa ideia e eles também não me vão ligar nenhuma, será que anda aqui alguém conhecido, o barman é mal empregado, há um sensor numa sanita, chega-te mais a mim, anda cá…
Música agradável, pessoas agradáveis, uma noite agradável. Tudo a mandar mensagens aos amigos:
“Estou numa disco gay!”
“Estás aonde?????”
De repente, começa a dar a música do genérico da guerra das estrelas, oh pá, é para dançar a pares… Não, é o show transformista. Um vestido assenta-lhes melhor eu a mim… Rimos das piadas, gostámos e aplaudimos o espectáculo. A noite decorre serena e agradável, com pequenos acidentes de percurso.
De volta a casa, sintoniza rádio, manda uma piada… Chega-te para lá, não te estou a apalpar o cu, estou a colocar o cinto, não fosse a malta pensar que o ambiente era contagioso. Brigada de trânsito, enquanto a passageira da frente tirava uma soneca. Sorri, sai do carro, saca documento:
-******sô???
Nada a assinalar tirando o facto, de que o Sr. agente acordou a passageira, que ficou de mau humor. Não havia necessidade!
Moral da história? Não há… O politicamente correcto é difícil de alcançar, mas isto sou eu a divagar…
- És open minded?
- Sou o quê?
- Se tens uma mente aberta…
- Sim, claro…
- Então queres vir a ***a, a uma disco gay?
- Vocês deixem é a droga!
Bem, digamos que as mentalidades ainda têm de mudar em Portugal. Nós fomos, numa viagem, tipo excursão. Primeira paragem: ****nhel para ir buscar dois pacotes de leite. Segunda paragem: bombas de gasolina, casas de banho fechadas a partir das 22h, mas os apertos não escolhem horas e a malta estava mesmo aflitinha. Ai e tal aqui tem muita luz, no pneu também não, está ali um gajo a micar, arranca e aperta… Terceira paragem: pinhal das trabalhadoras, chichi e uma bolota na cabeça:
- Quem é que anda aí?
Ainda dizem que a malta não contacta com a natureza, contacto mais próximo que este não há.
Finalmente, *** Club, depois de 300 rotundas e 200 rectas, chegámos ao nosso destino. Estaciona o carro, caminha e tal e toca-se á campainha… Ouvimos a melodia do Big Ben e tentámos abafar o riso, queremos ser pessoas politicamente correctas. Entramos na maior e começamos a explorar todos os cantinhos. Algo baralhadas, enfim, dizia alguém, para onde devo olhar, para as miúdas não é boa ideia e eles também não me vão ligar nenhuma, será que anda aqui alguém conhecido, o barman é mal empregado, há um sensor numa sanita, chega-te mais a mim, anda cá…
Música agradável, pessoas agradáveis, uma noite agradável. Tudo a mandar mensagens aos amigos:
“Estou numa disco gay!”
“Estás aonde?????”
De repente, começa a dar a música do genérico da guerra das estrelas, oh pá, é para dançar a pares… Não, é o show transformista. Um vestido assenta-lhes melhor eu a mim… Rimos das piadas, gostámos e aplaudimos o espectáculo. A noite decorre serena e agradável, com pequenos acidentes de percurso.
De volta a casa, sintoniza rádio, manda uma piada… Chega-te para lá, não te estou a apalpar o cu, estou a colocar o cinto, não fosse a malta pensar que o ambiente era contagioso. Brigada de trânsito, enquanto a passageira da frente tirava uma soneca. Sorri, sai do carro, saca documento:
-******sô???
Nada a assinalar tirando o facto, de que o Sr. agente acordou a passageira, que ficou de mau humor. Não havia necessidade!
Moral da história? Não há… O politicamente correcto é difícil de alcançar, mas isto sou eu a divagar…
Friday, March 09, 2007
Tuesday, February 20, 2007

Take this kiss upon the brow!
And, in parting from you now,
Thus much let me avow-
You are not wrong, who deem
That my days have been a dream;
Yet if hope has flown away
In a night, or in a day, I
n a vision, or in none,
Is it therefore the less gone?
All that we see or seem
Is but a dream within a dream.
I stand amid the roar
Of a surf-tormented shore,
And I hold within my hand
Grains of the golden sand
- How few! yet how they creep
Through my fingers to the deep,
While I weep- while I weep!
O God! can I not grasp
Them with a tighter clasp?
O God! can I not save
One from the pitiless wave?
Is all that we see or seem
But a dream within a dream?
Monday, February 12, 2007
Thou art more lovely and more temperate.
Rough winds do shake the darling buds of May,
And summer's lease hath all too short a date.
Sometime too hot the eye of heaven shines,
And often is his gold complexion dimm'd;
And every fair from fair sometime declines,
By chance or nature's changing course untrimm'd;
But thy eternal summer shall not fade
Nor lose possession of that fair thou ow'st;
Nor shall Death brag thou wander'st in his shade,
When in eternal lines to time thou grow'st:
So long as men can breathe or eyes can see,
So long lives this, and this gives life to thee.
Sunday, December 24, 2006

I
Espírito dos natais passadosPoema para o Zé Soldado
De Diniz Diogo:
Não cuides que me esqueço.
A memória,
-está na aurícula direita
do coração.
Areia áurea, erecta,
que palpita de paixão
e a boca do poeta
deixou escrita
nas linhas da palma da mão.
Não: eu não me esqueço.
E se quiseres eu lembro:
Corria o mês de Dezembro,
o mês do Mestre de Avis,
e tu, sereno e feliz,
surgiste num ecran de vidro
a dizeres que era de ferro
o nosso patriotismo.
Que é feito de ti, Zé Soldado,
Soldado de Portugal?
Era noite. E o Menino Jesus
faltava lá no Minho, esse Natal.
Parecia tão triste, a tua mãe.
E o teu pai, que nem bebia vinho?
também triste, tão sozinho,nessa noite.
E o Menino Jesus
faltava lá no Minho esse Natal.
E tu surgiste, no ecran de luz,
sorridente, alegre, apaixonado,
a dizer:
- que o pecado
era não lutar por Portugal.
Mas que é feito de ti, Zé Soldado?
Que é feito de ti, afinal?
Falaste com saudade e com orgulho.
E, no carinho dos teus,
não era essa verdade um sonho:
era um poema em rascunho
escrito pelo punho de Deus.
Eram dez horas. E depois da ceia
suspensa da tua voz, da tua imagem,
lá estava toda a aldeiaa dizer à boca-cheia:
este sim, tem coragem.
Quase que já não se ouviram
as palavras que disseste no final
(Eu não me esqueço...)
Disseste:
Adeus. Até ao meu regresso.
À tua espera
está suspenso Portugal.
Friday, December 15, 2006

Finais felizes Margaret Atwood (Caro/a participante, escolha A ou B)
A O João e a Maria apaixonam-se e casam-se. Ambos têm empregos compensadores e bem remunerados, os quais são estimulantes e um constante desafio. Compram uma encantadora casinha. Os bens imobiliários sobem em flecha. Finalmente, quando podem pagar ajuda constante, têm duas crianças, às quais são totalmente devotados. As crianças dão para bem. O João e a Maria têm uma vida sexual estimulante e diversificada. Passam férias divertidas juntos. Reformam-se. Ambos têm hobbies estimulantes, que os satisfazem. Por fim, acabam por morrer. Este é o fim da história.
B A Maria apaixona-se pelo João, mas o João não se apaixona pela Maria. Ele simplesmente usa o seu corpo para sentir um prazer egoísta e uma gratificação tépida do ego. Ele vai ao apartamento dela duas vezes por semana, ela faz o jantar, é de notar que ele nem acha que ela vale o preço de um jantar fora, e depois de terminar de comer, ele fode-a e depois adormece, enquanto ela lava a loiça para que ele não pense que ela não é asseada, deixando assim, a loiça por limpar, e ela põe baton para ter bom aspecto quando ele acordar, mas ele acorda e não nota, calça as meias e os boxers e as calças e a camisa e a gravata e os sapatos, a ordem contrária pela qual tirou.
(…)
(cenas dos próximos capítulos)
Saturday, December 09, 2006

Um rapaz começa a ter uma vida difícil muito cedo. Sobretudo quando tudo dura pouco tempo. Sem a invisível protecção da mãe, dos amigalhaços e do demónio ninguém sabe o que se pode e pode-se tudo. Por isso, com um corpo aflito, um rapaz não procura sentimentos recíprocos. E vai a muitos sítios onde não devia, mas onde sabe que vai encontrar o que procura, porque os vícios colam-se às pessoas quaisquer que elas sejam, más ou boas. E depois é tarde e um rapaz é um ser volátil que se queima.
Thursday, December 07, 2006

Uma rapariga começa a ter uma vida difícil muito cedo. Sobretudo quando tudo dura pouco tempo. Sem uma invisível protecção do pai, dos anjos ou de deus ninguém sabe o que se pode, não se pode nada. Por isso, com a alma aflita uma rapariga procura sentimentos recíprocos. Em muitos sítios onde não devia, em que já sabe que não vai encontrar nada de jeito, porque os vícios colam-se às pessoas quaisquer que elas sejam, más ou boas. E depois, é tarde e uma rapariga é um ser volátil que se queima;
Friday, November 24, 2006

XVII
Who will believe my verse in time to come,
If it were fill'd with your most high deserts?
Though yet heaven knows it is but as a tomb
Which hides your life, and shows not half your parts.
If I could write the beauty of your eyes,
And in fresh numbers number all your graces,
The age to come would say 'This poet lies;
Such heavenly touches ne'er touch'd earthly faces.
'So should my papers, yellow'd with their age,
Be scorn'd, like old men of less truth than tongue,
And your true rights be term'd a poet's rage
And stretched metre of an antique song:
But were some child of yours alive that time,
You should live twice, in it, and in my rhyme.
Quem crerá em versos em tempos vindouros,
Se estes estão repletos de teus tesouros?
O céu sabe, são apenas sepultura
Onde escondem tua graça, tua candura.
Se pudesse com palavras descrever,
Em verso só, a beleza do teu ser,
Diriam assim “este poeta mente”
Graças celestiais não são certamente.
E meus papéis, pela idade tocados
Seriam velhos sem razão, troçados,
E teus dons serão a raiva do poeta
De versos antigos, de rimas sem métrica:
E se por ventura tiveres uma filha
Vives duas vezes, nela e na rima.
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